Invisible Aligners, Invisible Issues




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ALINHADORES INVISÍVEIS, PROBLEMAS INVISÍVEIS

Iniciamos uma nova década de maneira surpreendente com uma pandemia reformatando o mundo para o “novo normal”. Momento esse interessante para reavaliar nossa forma de viver e trabalhar buscando o equilíbrio ideal para nosso estilo de vida. Na especialidade da Ortodontia, não foi diferente e muitos colegas e empresas “até que enfim entenderam os benefícios da TeleOdontologia e do controle remoto do consultório”. By the way, consulta por video-conferência é rotina da Orthoi há vários anos. Mas as mudanças da especialidade não se restringem somente ao monitoramento dos pacientes mas também aos tratamentos ortodônticos de uma forma geral, exaltando definitivamente as vantagens do aparelho “invisível”. Com o aumento significativo da popularidade dos alinhadores transparentes e a necessidade eminente do controle da produtividade com redução de custos, diferentes oportunidades na produção do aparelho agora ganharam mais destaque assim como novas empresas e modelos de negócios também surgiram.

Quem já fez um tratamento com alinhadores onde todas as placas não foram utilizadas, levanta a mão? Acredito que a maioria já teve pelo menos um ou até vários casos. E veremos a seguir que a eficiência limitada do alinhador e principalmente o processo de produção em massa geram prejuízos muito maior do que imaginamos.

Os sistemas tradicionais de alinhadores transparentes já estão desatualizados e usar os alinhadores como preconizado hoje é dar um grande passo em direção ao passado, começando com o processo de produção e entrega do aparelho. Muitos sistemas de alinhadores foram originalmente desenvolvidos no inicio do século, duas décadas atrás. Mundo e realidade que não existem mais. Fabricar todos os alinhadores antes mesmo de iniciar o tratamento me parece um protocolo incoerente para tratamentos moderados e complexos. Sabemos que fazer um tratamento com muitos alinhadores sem fase de refinamento é como fazer um hole-in-one no golfe, acertando o buraco na primeira tacada. Este relato é comum entre os colegas, inclusive entre os mais experientes. Produzir alinhadores, pagar por eles e ainda não usar e descartar no lixo, seja ele reciclável ou não, me parece um grande erro chegando a ser inadmissível no ponto de vista sustentável.

Apesar da visível evolução dos resultados obtidos com os alinhadores sabemos que a eficiência do aparelho ainda está longe do ideal. Quanto maior a quantidade e tipos de movimento dentário necessário, menos previsível serão os resultados. Tratamentos longos com muitos alinhadores também são menos previsíveis. Seria como fazer a previsão do tempo. Quanto mais próximo da data, maior a chance do metereologista acertar a previsão do tempo. E mesmo assim algumas variáveis são incontroláveis e catástrofes naturais ainda acontecem e não podem ser previstas a curto prazo. Tentar prever os resultados e eficiência dos alinhadores antes mesmo de iniciar um tratamento complexo é como um metereologista tentar acertar a previsão do ano todo já no início de Janeiro. Sabemos que é uma tarefa nada fácil, vocês concordam? Por que então concordam em receber todos os alinhadores antes do tratamento mesmo sabendo que muitos pares deles não serão usados? Quantos brackets e fios vocês compram e descartam sem usar? Pense nisso.

Em uma rápida conta, se em 1 milhão de casos tratados, os últimos 2 pares (sendo mega otimista) foram descartados sem uso, significa que 4.000.000 milhões de alinhadores foram produzidos e não utilizados. A pergunta que fica é. Quem pagou por tudo isso? O doutor, o paciente e o meio ambiente. Mesmo nos processos de reciclagem mais modernos, 50% aproximado do plástico serão usados apenas uma vez, ou seja, grande parte do material vai literalmente para o lixo e poderá levar no mínimo 20 anos para se degradar. Uma garrafa plástica pode levar 450 anos para degradação completa. Os mais espertos já estão adicionando mais 4 milhões de modelos 3D que foram impressos sem necessidade e o excesso de plástico recortado de cada alinhador também. Sem contar, a energia consumida para funcionamento dos equipamentos e a emissão de gás carbônico na atmosfera contribuindo para o superaquecimento do planeta e gerando desequilíbrio dos ecossistemas e impactos ambientais.

Até quando o cirurgião-dentista vai trabalhar sem pensar no custo-benefício dos tratamentos com alinhadores transparentes? E a sustentabilidade dos nossos tratamentos, como fica?

Não vivemos mais no início do século quando surgiu a Ortodontia Digital. Já se passaram 20 anos. Os alinhadores não foram feitos para decorar salas de espera. O fluxo digital scan/design/print antes um luxo das grandes empresas, hoje é uma realidade dos consultórios odontológicos em qualquer parte do mundo. Os tratamentos odontológicos já evoluíram em outras áreas. Precisamos repensar e focar na sinergia ideal entre os processos de produção e eficiência do sistema como um todo. O alerta ambiental é uma realidade, algumas empresas já estão investindo na melhora e reciclagem do produto, porém não deve ser nada fácil reciclar um plástico gerado por várias camadas de diferentes polímeros e para piorar produtos médicos e odontológicos normalmente não podem ser reciclados. Bottom line, existe um consumo desnecessário inconsciente e verdade seja dita, existem outras maneiras de movimentar dentes também.

Nós ortodontistas podemos ajudar? A solução não está em o que fazer com o consumo e sim como reduzir o consumo. O melhor remédio está em nossas mãos. O ortodontista pode aumentar a eficiência do tratamento e usar os alinhadores de forma consciente. Como?

  • Diagnóstico. Selecionar melhor os casos clínicos que serão tratados com alinhadores (existem aparelhos mais eficientes para tratamento de discrepâncias esqueléticas e casos de exodontia)

  • Planejamento. Controlar melhor o estagiamento dos casos complexos com prioridades de grupos de movimentos dentários (use o protocolo Orthoi 2Steps, por exemplo)

  • Combinar o tratamento com outros tipos de aparelhos (expansores, distalizadores, bracktes e fios podem ser usados por algumas semanas de forma concomitante)

  • Produzir os próprios alinhadores no consultório (se o dentista faz placas de clareamento e reabilitações protéticas completas in-office CAD/CAM, você pode sim fazer alguns alinhadores também)

  • 3D Printer. Investir em impressoras com baixo consumo de energia e material reciclável (use infill baixo ou zero, objetos "oco")

  • Empresas. Dê preferência para provedores que enviam os alinhadores progressivamente durante o tratamento (poderá alterar o planejamento e evitar fabricação desnecessária de alinhadores)

Essas são apenas algumas idéias para melhorar a eficiência do aparelho e previsibilidade dos resultados e consumir menos, gastar menos, ganhar tempo, qualidade de vida e ajudar nossa especialidade a ser ecologicamente correta. Particularmente na Orthoi evoluímos bastante nos tratamentos ortodônticos com alinhadores transparentes nos últimos 5 anos, desde a produção dos alinhadores e principalmente o estagiamento e controle do movimento dentário. E diferente do que muitos pensam vamos relatar nos próximos artigos do blog o por que não usamos propriamente dito os alinhadores in-office e qual é a melhor solução para os dias de hoje.

Durante a pandemia, a Orthoi se ausentou e reservou-se a investir em novas tecnologias. O primeiro blog de Ortodontia do Brasil está de volta, apesar dos milhares de seguidores de vários lugares, os artigos continuam escritos em português e assim sempre serão. Seguimos nossa missão de trabalhar em favor da nossa especialidade compartilhando em primeira mão o que existe de melhor da Ortodontia no Brasil e no mundo.

“O primeiro passo para a mudança é a conscientização. O segundo passo é a aceitação” - Nataniel Branden

Grande abraço a todos.

Dr Adriano Marotta Araujo, PhD

Founder of Orthoi

Dallas, Tx


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